domingo, julho 29, 2012

SER ou TER?Eis a Questão!!!


A pregação triunfalista se alastrou de forma avassaladora e vem deturpando cada vez mais o verdadeiro evangelho da graça de Cristo. Ela tomou conta de uma grande parte dos púlpitos modernos e trouxe de volta consigo uma verdadeira praga para o cristianismo, a saber, o antropocentrismo. O homem, agora, tornou-se o centro do evangelho que é pregado nas igrejas hoje e Deus é visto apenas como um mero despenseiro da vontade vil e egoísta do homem. E com isso surgem vários tipos  de bizarrices, tais como: em algumas orações o homem coloca Deus contra a parede e o obriga a realizar a sua vontade, ou seja, o homem se torna soberano e Deus um mero servo de sua perversa vontade; a vontade do homem é sim perversa.
O que mais me espanta é que “os cristãos” acham isso normal e encaram como se fosse algo bíblico, uma vez que alguns grupos que se dizem cristãos cantam músicas que apoiam essa deturpação clara do evangelho e dessa forma essa doença se alastra e toma conta da igreja moderna gerando uma séria crise na vida da igreja. Uma crise entre o SER e o TER.
 A pregação triunfalista ensina que o homem tem direito a TER tudo o que ele deseja, pois a Bíblia assim ensina e o grupo tal também canta canções que dizem isso também.
Hoje, o cristão só é abençoado se tiver uma vida na qual desfrute de uma situação financeira que lhe conceda um bom status social e que possa ser invejado pelos demais.  Não sou contra a prosperidade na vida desde que ela venha do fruto do trabalho do homem e que Deus seja glorificado por meio dela, mas fazer dela o parâmetro de uma vida abençoada isso é antibíblico e sou totalmente contra, pois isto é servir a Mamom e não a Deus.
 O cristão é levado e ensinado a TER e quanto mais ele tem mais se convence de que não tem o bastante e assim ele prossegue numa busca insaciável por TER e por essa causa ele se aproxima de Deus exigindo que suas orações egoístas sejam respondidas imediatamente, pois se não responder Deus não é Deus e é um mentiroso, pois disse em sua palavra que bastava pedir em seu Nome que a oração seria respondida.
Todavia, quando examino as Sagradas Escrituras me deparo com seguinte texto: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (I Co 10.31), que me ensina que tudo o que tenho que fazer como cristão deve glorificar a Deus e isso inclui também as minhas orações.  Ao ler e estudar um texto como esse não posso crer que o parâmetro de uma vida abençoada seja o TER, mas sim o glorificar a Deus. “Os cristãos” estão se acostumando a celebrar e glorificar a bênção e estão se esquecendo, ou melhor, estão ignorando que “toda boa dádiva” procede do Pai das luzes e Ele sim deve ser celebrado, adorado e glorificado ao invés da bênção.
As Santas Letras nos ensinam que devemos SER cristãos que tomam sua cruz e que negam a si mesmos; SER aqueles que colocam a mão no arado e não olham para trás; SER santo como santo é nosso Deus; SER transformado pela renovação da nossa mente. Não encontro nenhuma passagem que me ensine que eu deva TER todas as minhas orações respondidas ou que me digam que Deus é obrigado a atender todas as minhas orações mesmo que sejam egoístas e vis.
Ao olhar para a história da cristandade, encontro os puritanos ingleses que procuravam viver suas vidas em plena harmonia com a Bíblia (não estou defendendo que eles eram perfeitos, uma vez que todos pecaram) e a única coisa que eles almejavam TER era “a mesma atitude que Jesus Cristo tinha” (Fp 2.5), algo que está muito longe de nós hoje.  Os grandes reformadores também tinham essa visão de que o SER era mais importante e agradava mais a Deus do que o TER, porém, os cristãos de hoje estão querendo mais agradar a si mesmos do que a Deus, e enquanto tiverem bitolados e entupidos pela má teologia propagada dos púlpitos e endossadas pelas canções de grupos que ensinam que TER é melhor que SER será difícil que venham a viver um evangelho autêntico e bíblico. 
Numa época em que a bênção é mais valorizada e celebrada do que o Deus que concede a bênção é um sinal para que fiquemos alertas e sejamos ainda mais vigilantes e sóbrios. Não podemos nos deixar corromper pela pregação triunfalista e sim nos atermos às bíblicas doutrinas da graça, a saber, a depravação total, a eleição incondicional, a expiação limitada, a graça irresistível e a perseverança dos santos. Tais doutrinas foram pregadas e ensinadas pelos grandes reformadores, a exemplo de Calvino e Knox, e que foram resgatadas por Whitefield, Spurgeon e Edwards. Além das santas doutrinas da graças devemos resgatar também os princípios bíblicos apregoados e defendidos veementemente durante a reforma protestante que, ficaram conhecidos como os cinco solas: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus e Soli Deo Gloria.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude no resgate das antigas e bíblicas doutrinas da graça e no resgate dos princípios da reforma protestante!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

terça-feira, julho 10, 2012

Enchei-vos!!!!!


Jesus antes de ascender aos céus prometeu enviar o Espírito Santo para permanecer para sempre com a igreja.
“Mas recebereis poder quando o Espiríto Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8).
Não pode existir igreja sem a presença gloriosa do Espiríto Santo, e também não existe crescimento saudável da igreja de Cristo sem o agir poderoso e sobrenatural do Espiríto Santo. O príncipe dos pregadores, a saber, Charles Haddon Spurgeon, dizia que é mais fácil ensinar um leão a ser vegetariano do que converter uma alma sem a obra regeneradora do Espiríto Santo.
Para ter uma idéia mais detalhada acerca do Espiríto Santo é necessário crer piamente na doutrina da Trindade (tema de um artigo futuro). O Espiríto Santo é Deus, assim como o Pai e o Filho são Deus. Cristo chamou o Espiríto Santo de “Conselheiro” e “Espiríto da verdade”. Ele disse que o Espiríto Santo guiaria os seus discípulos e consequentemente a igreja a toda verdade e concederia poder para que houvesse um testemunho autêntico da verdade (At 1.8).
Era sumamente importante e necessário para os discípulos e, por conseguinte à igreja que Jesus retornasse ao Pai (Jo 16.17). Jesus dissera antes a seus discípulos que o Espiríto Santo estava com eles (na sua pessoa, o Verbo encarnado), contudo depois de seu retorno para o Pai o Espiríto Santo estaria neles (Jo 14.17) e consequentemente na igreja. Isto ocorreu no Pentecoste, quando o Espiríto Santo os encheu e os transformou (At 1.8; 2.1-17). Há alguns que defendem que até o derramar do Espiríto Santo no dia de Pentecoste os discípulos não tinham o Espiríto Santo, o que é um absurdo sem tamanho, uma vez que se eles eram convertidos é certeza plena que tinham o Espírito Santo o que é asseverado pelas Escrituras (Rm 8.9). Todavia, após a sua ressurreição Jesus soprou sobre eles o Espiríto Santo, dizendo-lhes: “Recebei o Espiríto Santo” (Jo 20.22). Mas eles não estavam cheios do Espiríto Santo. Pois nas palavras do reverendo Hernandes Dias Lopes, ainda não havia chegado a hora da dispensação do Espiríto Santo. O Paracleto, o Consolador ainda não tinha sido enviado.
No dia de Pentecoste, dias depois da ascensão de Jesus e da oração incessante da igreja primitiva, o Espiríto Santo foi derramado. Os discípulos ficaram cheios do Espiríto Santo. Aqueles que já tinham o Espírito Santo, pois eram convertidos, agora foram cheios do Espiríto Santo e revestidos de poder para testemunhar. Após tal revestimento àqueles que antes eram apenas convertidos se tornaram poderosos e valentes embaixadores de Cristo. Um fato interessante é que até o derramar do Espiríto Santo os cristãos estavam escondidos com medo dos judeus os caçarem e os matarem tal qual fizeram com o seu Mestre Amado. Agora, os que antes se portavam como covardes, enfrentavam açoites, prisões e até mesmo a morte com galhardia e com uma fé inabalável e inquestionável, fé essa que fora despertada e fortalecida pelo agir soberano do Espírito Santo.
O derramar do Espiríto Santo impulsionou o crescimento vertiginoso da igreja. Uma vez que a igreja foi revestida de poder do Espiríto Santo, sua vida passou a evidenciar esse revestimento de poder, e o mundo foi impactado. Tal revestimento ficou visível através da firmeza doutrinária dos apóstolos, da sua intensa e fervorosa vida de oração, da adoração em espiríto e em verdade, da comunhão fraternal e de um testemunho santo e irrepreensível. Que enorme diferença há entre a igreja primitiva e a igreja dos nossos dias! Sei que, assim como a nossa igreja hoje, a igreja primitiva tinha suas falhas, mas a diferença entre ela e as nossas igrejas reside no fato de que ela foi revestida de poder do alto, e mesmo sobre a égide da mesma promessa onde está o poder hoje? Onde está o Espiríto Santo hoje? O que vemos não passa de uma deturpada imitação do derramar do Espiríto Santo, pois não posso crer que o Espiríto nos faça agir de maneira irracional e descontrolada como vemos em nossas igrejas. As manifestações que vemos hoje em nossas igrejas passam longe daquelas relatadas nas Escrituras e por serem diferentes e contrárias eu não posso aceitá-las como sendo o agir sobrenatural do Santo Espiríto de Deus que habita em nós desde o momento em que nos convenceu do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16. 8). Busquemos o verdadeiro revestimento de poder do alto!
O reverendo Hernandes Dias Lopes assevera que ser cheio do Espiríto Santo não é uma opção; é uma ordem. É um mandamento, não mera possibilidade. Há muitos cristãos que têm o Espiríto Santo, porém não estão cheios Dele. Ser habitado pelo Espírito Santo é uma coisa, outra bem diferente e ainda mais necessária é transbordar do Espiríto. Os apóstolos após o derramar do Espiríto Santo se tornaram transbordantes do Espiríto e suas vidas evidenciavam isso. Hoje, a igreja evidencia esse mesmo transbordar? Que Deus seja propício a nós pecadores e seres espiritualmente fracos e débeis!
A vontade soberana Deus para a sua igreja é uma vida abundante, produzida pela plenitude do Espiríto Santo. Portanto igreja do Senhor: “... enchei-vos do Espiríto” (Ef 5.18).

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e por sua soberana graça nos encha com o seu Santo Espiríto!!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira





sexta-feira, junho 22, 2012

Adoramos?


“Tira o pé do chão!”, “Faça barulho em nome de Jesus!”, “Toque no altar de Deus!”, “Receba!” Isso e outras bizarrices são berradas dos púlpitos das igrejas hoje, em meio a louvores sem conteúdo e sem reverência, a isso os cristãos chamam de: “Adoração”. Meu Deus quanto absurdo!
Nas palavras de William Temple: “adoração é a submissão de toda nossa natureza a Deus. É a vivificação da consciência mediante sua santidade, o nutrir da mente de Cristo com sua verdade, a purificação da imaginação por sua beleza, o abrir do coração ao seu amor e a entrega da vontade ao seu propósito”.
A verdadeira adoração tem por base a Bíblia e não jargões de um “evangeliquês” de meia pataca. A verdadeira adoração segue o Soli Deo Gloria defendido e pregado pelos reformadores. A verdadeira adoração não é coisa de um momento durante o qual algumas canções são entoadas, e, diga-se de passagem, canções medíocres e sem conteúdo bíblico saudável. Canções que exaltam o homem a um patamar que única e exclusivamente de Deus.
O pastor Renato Vargens, em seu livro Muito Mais que Louvor (que indico), diz: “Adorar a Deus é dar ao Senhor a glória que lhe é devida como resposta ao que Ele nos revelou e fez em Seu Filho Jesus Cristo”. Isto, posto, como podem os tais “adoradores” chamarem o espetáculo que encenam nos púlpitos de adoração ao Deus vivo?
Proferir jargões de um “evangeliquês” paupérrimo sem nexos, gritar pra incitar os irmãos na igreja, cantar músicas que são antropocêntricas não é adorar a Deus em espírito e muito menos em verdade, como a Bíblia nos exorta a fazer (Jo 4.24).
Prosseguindo o pastor Renato Vargens diz: “adorar é demonstra com a vida e não somente com os lábios, que Cristo nos salvou e que pela sua graça, mediante o Espírito Santo, fomos regenerados, sendo transformados em novas criaturas”.
Muitos dizem que adoração é um estilo de vida. Eu discordo totalmente. Adorar não é um simples estilo de vida, mas sim a nossa vida. Paulo foi bem claro quanto a isso: “Assim quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (I Co 10.31).
Não poderia deixar de citar as canções entoadas hoje em nossos cultos, uma vez que adoramos a Deus através delas. Só que nessa área a igreja está deixando muito a desejar. As canções antigamente traziam em suas letras a expressão: “Tu és...” e enalteciam a Deus e o tinham como centro, hoje a igreja ao que parece se perdeu no caminho em direção ao trono do Altíssimo, pois suas canções agora trazem a expressão: “Eu sou...” e enaltecem ao homem e o colocam como o centro da adoração. Será que esses compositores se esqueceram das palavras de Isaías: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória...” (Is 42.8)?  Hoje as canções glorificam ao homem e colocam Deus na posição do gênio da lâmpada mágica que tem que fazer todas as vontades das suas egoístas criaturas. As músicas de hoje não glorificam apenas massageiam o ego e satisfazem os crentes. Tudo isso que ocorre hoje foi escrito e cantado pelo Grupo Logos em 1996: “Quem ontem era servo, agora acha-se senhor e diz a Deus como Ele tem que ser” . Louvamos e adoramos a criatura e não ao Criador Eterno. Que vergonha! As canções mais parecem com aquelas que são usadas pelos educadores físicos nas academias, pois é um negócio de: “pra direita, pra esquerda” e o pior os ditos ministros de louvor ainda berram: “é a ginástica de Jeová” haja paciência para suportar tais aberrações. Isso não é e nem nunca foi adoração. Nas palavras de Herbert M. Carson: “adorar a Deus é compreender o propósito com o qual Ele nos criou”.
Outra coisa que incomoda muitos pastores hoje é a questão da dança na igreja. Não sou contra a coreografia como forma de adoração a Deus, é tanto que o salmista diz no salmo 150 que devemos louvá-Lo com adufes e com danças. Contudo, concordo com a opinião do pastor Renato Vargens: “o momento de adoração com música deveria ser única e exclusivamente para adorar a Deus e não para a apresentação de grupos artísticos”. O que eu contesto é que devido a letras tortas e sem conteúdo bíblico incitam a coreografias onde beijos são encenados em pleno altar. “Beijar Deus”, “Abraça-Lo com todo nosso amor”, isso é encenado de forma escancarada nas igrejas, sei que nem todos os grupos de coreografias se renderam a essas músicas, mas pelo erro de um todos os demais pagam e assim ficam mal vistos num cenário que já não é tão aberto a essa forma de adoração. Ao pesquisar para redigir esse artigo me deparei com algo sobre o qual discorrerei em outra ocasião, a saber, a Dança Profética.
Os compositores modernos pelo visto perderam o senso bíblico. Letras vazias que dizem coisas absurdas como que “vão tirar o fôlego de Deus”, que vão “beijá-Lo”, “acariciá-Lo”. Não encontramos isso em nenhum relato de exemplo bíblico de adoração a Deus. Tudo isso ocorre porque o povo vive mergulhado em uma ignorância bíblica sem tamanho e quando surge alguém ou algum “ministério” trazendo algo empolgante e “novo” pronto caem no engodo.
Engana-se quem pensa que é apenas importante o que se fala ou canta, não é necessário e imperativo atentarmos para vida dessas pessoas por trás de suas canções e ministérios, pois como daremos crédito a alguém que leva o povo a crer no que dizem ou cantam se elas mesmas não se importam em viver de acordo com o que professam através de suas canções? Duvido piamente eu o Grupo Logos, tão conhecido em nosso meio, teria a aceitação e respeito que tem hoje se não vivesse aquilo que expressam e professam através de suas canções. Duvido que Jesus fosse aceito se suas palavras e ensinos fossem palavras ao vento. Mas vocês podem dizer: “eu só escuto as músicas e não me importo com a vida, pois cada um vai dar conta si”, mas será que a vida daquele que serve a Deus não deve estar de acordo com o que professa? Será que Paulo teria tido êxito em sua vida ministerial se as pessoas não vissem em sua vida uma imagem exata daquilo tudo que ele ensinava e pregava?
Temos que nos lembrar de que ao adorarmos a Deus estamos glorificando o Eterno por meio de uma vida sincera, honesta, santa e abnegada. Assim o que pregamos, cantamos e ensinamos devem estar de acordo com a nossa forma de viver. Os puritanos ingleses eram exemplos nesse aspecto, pois eles tinham toda a vida como uma forma de adoração plena a Deus. Temos muito ainda que aprender com esses gigantes da fé, mas antes e acima de tudo temos que aprender com o Mestre através de sua rica e bendita Palavra! Não nos entreguemos à mediocridade na adoração ao nosso Deus uma vez que fomos criados para o louvor de sua glória.

Que Deus nos ajude e tenha misericórdia de nós!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

P.S. A exemplo do Grupo Logos, outros ainda hoje cantam músicas com conteúdo bíblico saudável e nos levam a uma adoração bíblica e cristocêntrica, a saber, Sérgio Lopes, Gladir Cabral, Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Tiago Vianna, Stênio Marcius, Fabrício Matheus, Guilherme Kerr, João Alexandre, Vencedores Por Cristo, e outros que só porque não estão na mídia e que não cantam as canções da moda ou da estação, não são conhecidos, mas eu afirmo que são esses que cantam a verdadeira música cristã que enaltece e exalta o Cordeiro de Deus.





segunda-feira, junho 18, 2012

Santidade ao Senhor!!!


A busca por uma vida de acordo com o padrão bíblico de santidade, ao que parece, é uma luta atemporal. Uma luta eterna que só se findará no dia da gloriosa vinda do Senhor.
Os tempos podem ter mudado; a igreja e as pessoas também, contudo a exigência divina acerca da conduta da vida dos cristãos ainda é a mesma que foi feita aos israelitas na ocasião da peregrinação rumo à terra prometida: “Consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo” (Lv 20.7). Jesus, no sermão do monte, elevou essa exigência ao declarar: “Sejam perfeitos como perfeito é o Pai celeste de vocês” (Mt 5.48). Seria um erro descabido por parte dos cristãos pensar que esse padrão tenha mudado na contemporaneidade. Para mostrar a relevância desse padrão bíblico de santidade o teólogo inglês John Stott (1986) disse o seguinte: “O chamado que Cristo nos faz é novo, não apenas porque é uma ordem para sermos ‘perfeitos’, mais do que ‘santos’, mas também por causa da descrição que faz do Deus que devemos imitar” (STOTT, 1986, p. 123).
Ao que parece maior dificuldade que impede o homem de alcançar tal meta, a saber, uma vida de santidade, não é o mundo que jaz em pecado, mas o pecado residente no próprio homem, e dessa forma ele encontra toda sorte de obstáculos em sua busca por uma vida santa.
A igreja independente da época em que vive é chamada a viver uma vida de diligente santidade. No tocante a isto o teólogo reformado holandês Joel Beeke (2005) diz: “o crente que não cultiva diligentemente a santidade não terá a verdadeira certeza de sua própria salvação, nem obedecerá a exortação de Pedro no sentido de buscar essa certeza (II Pe 1.10)” (BEEKE, 2005, pp. 81-82).
Contudo, as próprias Escrituras exorta a igreja que virão dias terríveis; dias em que os homens não suportarão a sã doutrina, e o homens teriam aparência piedosa (II Tm 3.1,5; 4.3), ao que parece esses difíceis e terríveis dias chegaram e a necessidade por uma vida de santidade mais autêntica chegou com eles, e a igreja outra vez é confrontada com a exigência de uma vida santa em meio ao caos doutrinário e moral que Paulo exortou séculos antes. Sobre a necessidade de uma vida de santidade autêntica e visível hoje Lopes (2008) diz:
“A santidade é visível aos olhos humanos. Não acontece apenas no âmbito das relações invisíveis entre os crentes e Deus. Se por um lado já fomos santificados e glorificados em Cristo nas regiões celestiais – coisa que não podemos sentir nem ver -, somos exortados a nos santificar diariamente pela mortificação da natureza pecaminosa pelo revestimento das virtudes cristãs” (LOPES, 2008, pp. 123-124).
O mundo em pecado tem que ver na igreja um reflexo da santidade de Deus. A igreja tem que ter a consciência de que a mentira, o suborno, a soberba, a profanação do santo nome de Deus, o egoísmo, a injustiça social, e orgulho ainda são pecados. Tal consciência só é possível por uma vida autêntica de santidade de acordo com os ensinos bíblicos. Em dias como os de hoje ao que se vê um paradigma tão importante para vida cristã, a saber, um viver de acordo com o padrão bíblico de santidade, precisa ser resgatado.
 Beeke (2005) falando acerca da necessidade da igreja viver em santidade diz o seguinte: “responder a chamada à santidade é uma tarefa diária. É uma chamada absoluta e radical, que envolve a essência da fé e prática religiosa” (BEEKE, 2005, p. 85). Dessa maneira, Beeke encara a vida de santidade como uma vida radical onde o cristão tem que se entregar devotadamente em uma prática diária.
A igreja contemporânea necessita entender que a para se viver de um modo santo, precisa ter uma genuína vida onde a prática devocional se faça presente. Acerca disso Lopes (2008, p. 125) discorre: “eu ainda acredito, depois de todos esses anos de crente, pastor e professor de interpretação bíblica que a leitura diária, junto com a meditação e oração a Deus, são meios indispensáveis para nos santificarmos (Sl 1)”. Se não houver vida devocional na igreja, não há um testemunho eficaz por parte da igreja, pois como refletir uma coisa que não se vive? Sobre esse mesmo ponto de vista Beeke (2005, p. 91) diz o seguinte: “As Escrituras são o caminho primário à santidade e o crescimento espiritual – levando em conta que o Espírito, como Mestre, abençoará a leitura e o estudo da Palavra de Deus”. Pela óptica dos dois teólogos a igreja deve se esforçar em um exercício devocional constante, através do qual se fortalecerá para viver de acordo com o padrão bíblico de santidade.
Ainda enfocando santidade bíblica Lopes (2008) conclui: “A santificação precisa de referenciais morais objetivos e fixos. Sem eles, a santificação descamba para o misticismo, o pragmatismo, o paganismo. O referencial seguro do caminho da santidade é a Palavra de Deus, nossa única regra de fé e prática. Ela é a lâmpada para os meus pés e luz para os meus caminhos (Sl 119.105)” (LOPES, 2008, p. 126).
O chamado de Deus para a sua igreja é um chamado à santidade. Contudo, ao longo dos tempos vê-se que ela sempre enfrentou dificuldades para viver de modo digno desse chamado. Deus escolheu um povo para que seja santo. O alvo da escolha soberana de Deus é que a sua igreja seja santa e irrepreensível perante Ele (Ef 1.4). Independente da época a igreja deve sempre buscar viver em santidade.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

P.S.: Esse texto faz parte da minha monografia de conclusão do curso de Teologia!!!


segunda-feira, junho 04, 2012

"Examinais as Escrituras!"


Nos últimos meses eu estive envolvido na produção da minha tese de conclusão do curso de teologia. O tema escolhido foi o padrão bíblico de santidade, apesar de ser um excelente tema, não é sobre santidade que quero tratar nesse artigo, mas sim sobre a necessidade do estudo na vida cristã.
Os cristãos pensam que basta apenas ler e estudar a Palavra de Deus durante os cultos e escolas dominicais. Ledo engano! Negligenciar o estudo sistemático das Escrituras é negligenciar está em diálogo com Deus.
O que será que os cristãos entendem quando leem no Salmo 1 que o prazer do homem bem-aventurado está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite? Diante disso, não tem como isentar o cristão da responsabilidade de um estudo sistemático da Palavra de Deus.
Analisando um pouco a vasta e conturbada história da igreja, encontrei duas características preponderantes nos homens e mulheres que foram usados por Deus, a saber, uma vida de oração intensa e um esmerado estudo das Escrituras.
Não foi a toa que Paulo exortou ao seu amado filho Timóteo: “procura-te apresentar a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2.15). Timóteo não poderia ser um exemplo se não se portasse como um obreiro aprovado que manejava bem a Palavra da Verdade, e como atender a tais requesitos sem uma vida regrada de estudo da Palavra e de intensa oração?
Os reformadores se encaixam como exemplos da prática do estudo sistemático e não apenas das Escrituras, mas também da boa literatura cristã. Lutero e Calvino se enquadram nessa definição de estudiosos. Lutero foi um grande catedrático e Calvino o mestre de Genebra por assim dizer. O grande John Knox foi um dos tantos que estudaram sob a tutela de Calvino em Genebra.
Um dos maiores exemplos de cristão estudioso é o do pregador congregacional Jonathan Edwards, um intelectual brilhante que foi escolhido por Deus para o sagrado ministério e que no desempenho de seu ministério dedicava treze horas do seu dia para estudar e meditar nas Sagradas Escrituras. O estudo não só na vida do ministro, mas também na vida de qualquer cristão é algo imprescindível e de vital importância. Contudo, como já frisei em vários artigos anteriores, os cristãos estão envoltos em um analfabetismo bíblico tenebroso. A Bíblia está se transformando em um mero objeto de decoração. Se os cristãos não querem ler nem a Bíblia como eles lerão alguma literatura cristã?
Os cristãos cada vez mais negligenciam a vida de oração e de estudo devocional das Escrituras. O próprio Cristo nos exorta: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nela a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). O cristão é chamado para ser um imitador de Jesus e o único livro que fala com exatidão acerca Dele é a Bíblia. É claro que muita literatura foi produzida acerca da pessoa de Cristo, todavia a mais exata ainda é a Sua própria Palavra.
Nas palavras do reverendo Hernandes Dias Lopes: “Algumas igrejas estão descambando para o liberalismo teológico, negando os postulados essenciais da fé. Outras estão se desviando para o misticismo sincrético, importando novidades estranhas à Palavra de Deus, abraçando outro evangelho, e não o evangelho da graça.” Tudo isso é com a permissão do “corpo de Cristo” que se tornou apático e ainda mais sem vida, pois não examina mais as Escrituras que testificam sobre Cristo. Uma vez mais ressoam em nossos corações a assertiva do profeta Oséias: “o meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento”.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira




sábado, maio 12, 2012

E a Pregação?


No inicio dos anos de 1970 o Doutor Martyn Lloyd-Jones fez a seguinte pergunta: “Qual é a principal finalidade da pregação?” essa pergunta é muito relevante hoje, pois em dias que a verdadeira pregação do evangelho da graça de Cristo vem sendo fragmentada e deturpada, temos que respondê-la com amor e fervor. Contudo, o próprio Doutor nos fornece a resposta à sua pergunta. Responde Lloyd-Jones: “A finalidade da pregação, gosto de pensar que é esta: dar aos homens e mulheres o senso de Deus e de sua presença”.
A presença de Deus é algo que hoje não é mais necessário nas pregações. É necessário apenas mostrar as bênçãos, vitórias e triunfos que Deus pode conceder, e nada mais. Mas, a pregação não é apenas tolhida nesse aspecto onde Deus não é o centro. As igrejas hoje estão cada vez mais restringindo o tempo destinado a exposição das Sagradas Escrituras.
As igrejas convidam inúmeros grupos de louvor que cantam uma enorme quantidade de músicas, e o pior, músicas sem conteúdo bíblico que apenas massageiam o ego humano e o infla ainda mais. Também encontramos as inúmeras oportunidades concedidas a alguma pessoas, e maioria delas não tem intimidade com o púlpito e muito menos com a Palavra de Deus, mas por ocuparem algum cargo (e eu nem sei como e nem porque os ocupam) são convidados a estarem trazendo uma “saudação”, e quanto mais músicas e saudações menos tempo para a exposição da Palavra de Deus.
As igrejas infelizmente não enxergam mais como prioridade apresentar o evangelho da graça de Cristo em sua totalidade. Apenas apresentam textos fora de contextos e maquiam e deturpam as Sagradas Letras.  Mas a culpa disso recai acima de tudo por uma liderança omissa que ao que parece perdeu o seu senso de compromisso para com Deus e com sua rica e bendita Palavra. Martyn Lloyd-Jones prossegue em sua defesa da pregação cristocêntrica e diz: “pregar é a atividade mais admirável e emocionante na qual um homem pode se envolver, por causa do que ela nos proporcionar no presente e das gloriosas e infindas possibilidades no futuro eterno”, essa afirmação deveria gerar nos pregadores atuais um senso de compromisso que o façam voltar a uma exposição clara e fiel das Escrituras. Mas, o profeta Oséias estava mais do que certo ao asseverar que o povo de Deus está sendo destruído porque lhe falta conhecimento (Os 4.6). Vivemos um sério e terrível quadro de analfabetismo bíblico, daí a incoerência nos cultos das igrejas hoje. Intermináveis períodos de louvor, não que eu seja contra o louvor, longe disso, mas que deveríamos dispensar mais tempo para a ministração da Palavra de Deus.
Em seu livro O Legado da Alegria Soberana (que indico) John Piper ao discorrer sobre a vida de três dos maiores teólogos da história da cristandade, a saber, Santo Agostinho, Martinho Lutero e João Calvino, enfatiza a importância que as Sagradas Escrituras tinha na vida de cada um deles.  Ao mergulharem no estudo esmerado da Bíblia e na proclamação das suas verdades, esses três devolveram a Bíblia e sua exposição ao seu lugar de direito. Eles regataram a centralidade da pregação nos cultos e também à importância do estudo sistemático da Bíblia para o aperfeiçoamento pessoal e acima de tudo para a boa exposição de maneira fiel e coerente das Santas Letras. Um legado rico e genuinamente saudável, mas que por causa de uma geração negligente que se recusa a estudar a Palavra de Deus e pregá-la com exatidão, amor e devoção, é desprezado e a cada dia esquecido.
Não existe mais uma preocupação com o conteúdo da pregação, com o preparo do pregador, pior, quase não se dá mais importância à pregação num culto, pois seu espaço é cada vez mais limitado e quando alguém sobe ao púlpito, nota-se o despreparo e a falta de intimidade com a palavra.
Os pregadores modernos se esqueceram de que o evangelho é o poder de Deus (Rm 1.16) e o tratam como uma mercadoria que pode ser comercializada de acordo com a preferência do cliente. Tais pregadores estão distantes das palavras do Dr. Martyn Lloyd-Jones: “a obra da pregação é a mais elevada, a maior e mais gloriosa vocação para a qual alguém pode ser chamado”.
Quase não existe mais apreço pela gloriosa obra da pregação das verdades do evangelho da graça de Cristo, e creio que não há mais amor por tal tarefa, pois ela está cada vez mais banalizada. O legado dos grandes pregadores, a exemplo de Spurgeon, Jonathan Edwards, George Whitefield, John Wesley, D. L. Moody, Martyn Lloyd-Jones, John Stott e muitos que pregaram com amor e devoção a Palavra de Deus, está sendo deturpado e banalizado.
Pregações e Pregadores precisam ser revitalizados. A pregação precisa voltar a ter a primazia nos cultos. Os pregadores precisam parar de brincar de serem pregadores e passarem a sê-los verdadeiramente. E ainda falando sobre os pregadores deixo o exemplo de John Bunyan nas palavras do grande Spurgeon, disse ele: “Corte-o em qualquer lugar e você descobrirá que o seu sangue é cheio de Bíblia. A própria essência da Bíblia fluía dele. Ele não pode falar sem citar um texto, pois sua alma está repleta da Palavra de Deus”. Será que essa verdade sobre John Bunyan pode ser aplicada aos pregadores modernos?

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira


domingo, maio 06, 2012

Vida Cristã!!


O que pensamos ser a vida cristã? Uma pergunta que ao que parece tornou-se irrelevante sabermos a resposta correta. Satisfazemos-nos com um arremedo de resposta mesmo que esta esteja em desacordo com o padrão bíblico de vida cristã. Achamos que a vida cristã é um eterno jogo, onde o que fizemos de errado hoje pode ser esquecido amanhã. E vivemos a vida cristã como se ela fosse um ciclo ilusório de tentativas e erros.
A vida cristã não é nem de longe um jogo. Quando Deus nos chama de nossos túmulos, pois estávamos mortos em delitos e pecados (Ef 2.1), nos convida a vivermos com Ele, para Ele e por meio Dele (Rm 11.36), então a vida cristã tem um Senhor, e esse Senhor exige nada menos que a perfeição dos seus seguidores. Mesmo que lhes seja impossível alcançar tal perfeição nesta vida, é dever de cada cristão buscar a perfeição em seu viver, até o dia da gloriosa volta do Senhor Jesus.
No Antigo Testamento o povo eleito de Deus, tinha a Lei para guiá-lo, contudo o homem é incapaz de cumprir categoricamente todas as exigências da Lei, por isso, a oferta de sacrifícios pelo pecado, se fez necessário para a correção do povo. No Novo Testamento, não temos mais a Lei para ditar como devemos viver a vida cristã, pois, o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Deus se fez carne na pessoa de seu Filho Jesus e veio ao mundo ensinar a essência da verdadeira vida cristã, a saber, amar e obedecer a Deus inquestionavelmente. Jesus não veio abolir a Lei, ao contrário Ele a cumpriu plenamente sem vacilar em nenhum de seus aspectos, tornado-se assim o modelo a ser seguido por nós. Agora não é mais a Lei que nos guia em nossa vivência cristã, mas, sim o próprio Deus que se fez carne e habitou entre nós na pessoa de Jesus Cristo. Entretanto essa verdade é deturpada dia após dia, pois, uma vez que a Lei foi cumprida pensamos que por sermos salvos pela graça, logo nos julgamos aptos a cometer qualquer delito e Deus precisa nos perdoar incontestavelmente; podemos errar, mas, pagar as consequências deste erro é quase inaceitável. Estamos sob um jugo mais leve, mas ao contrário do que pensamos o nosso Deus, mesmo cumprido todas as exigências da Lei na pessoa de Jesus, traz para o nosso padrão de conduta agora é o próprio Jesus, ou seja, nossa vida deve imitar em todos os aspectos o padrão ensinado e acima de tudo vivido pelo próprio Deus.
Os reformadores e puritanos viviam sob os CINCO SOLAS: SOLA SCRIPTURA (Só a Escritura), SOLA FIDE (Só a Fé), SOLA GRATIA (Só a Graça), SOLUS CHISTUS (Só Cristo) e SOLI DEO GLORIA (Glória só a Deus). Esses princípios totalmente baseados na Bíblia foram resgatados pelos reformadores no século XVI de forma que as incoerências e heresias da igreja da época, que estavam desviando o foco da vida cristã dos padrões bíblicos para os desmandos papais fossem combatidos e as verdades da vida cristã fossem estabelecidas. Assim eles entenderam que o modelo de vida cristã ordenado por Deus aos cristãos é o mesmo que Deus ordenou a Israel no deserto: “Sereis santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Se isso precisou ser redescoberto no século XVI, muito mais hoje!
Queremos viver a vida cristã como se ela fosse um jogo. Mas, ao falar de Deus não podemos tratá-lo como um treinador, que nos quer vivendo para ganhar, sempre. Se assim for, devemos fazer o que o nosso treinador diz não para ganhar, mas porque Ele sabe o que é melhor, para nos fazer chegar ao fim certo.
Muitos procuram a vida cristã, por modismo, por buscar uma vida longe de problemas, sem doenças, sem dificuldades, sem padecer necessidades; se assim o próprio Jesus não teria chorado, não seria carpinteiro, não teria sido necessário a sua morte...
A vida cristã precisa ser vista de maneira tão sublime que nenhuma dificuldade pode nos fazer escolher outra vida, nada de mal que venhamos a passar pode nos fazer escolher, não ser cristãos, pois, é certo que existirão dificuldades, porém, o Nosso Deus nos fará contemplar maravilhas, seja num deserto ou num oásis, numa tempestade ou na calmaria do mar, tudo Ele usa, para nos mostrar o quanto precisamos cada dia mais depender Dele, porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas, por isso somos cristãos, por que Ele nos escolheu.
A vida cristã não é uma escolha humana, mas sim algo que Deus instituiu ao nos escolher para sermos raça eleita, nação santa e povo de propriedade exclusiva Dele ( I Pe 2.9) . Ao sermos escolhidos não temos opção ou buscamos viver uma vida cristã digna do chamado da nossa vocação ou viveremos uma eterna ilusão onde em seu final ouviremos: “Nunca vos conheci; Apartai-vos de mim; os que praticais iniquidade”. (Mt 7.23), mas é claro que Deus não nos chama para vivermos uma vida de ilusão, mas sim para sermos santos e irrepreensíveis perante ele, para louvor da glória da sal graça que ao nos escolher nos concedeu no gratuitamente no Amado, a saber, Jesus Cristo (Ef 1.4,6).

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Betânia Borges Cunha
Joel da Silva Pereira