quarta-feira, dezembro 28, 2011

Uma Oração Puritana!!!


Não é de hoje que tenho uma admiração pelos Puritanos. Os puritanos foram escarnecidos pelo seu modo de vida diferente e totalmente separado daquilo que não agradava a Deus.Não estou dizendo de maneira alguma que eles eram perfeitos,pelo contrário, estou dizendo que eram imperfeitos, e que mesmo em meio a sua imperfeição eles dedicaram suas vidas a uma submissão plena a Deus. Uma submissão que nos parece impossível nos dias de hoje por conta da distância que há entre nós e Deus, distância essa causada pela nossa insubordinação à sua Palavra e acima de tudo por conta da nossa falta de consciência. Nos falta uma verdadeira consciência da nossa pecaminosidade. Estamos tão ocupados em parecermos cristãos que esquecemos de ser verdadeiros seguidores de Cristo. Os puritanos ao contrário de nós não viviam essa dualidade nefasta. Eles eram realmente o que aparentavam ser, ou seja, eram cristãos autênticos e não viviam se escondendo sobre máscaras como a maioria de nós hoje, que pousamos de piedosos nos templos e fora deles somos a expressão plena da falsidade.Nas palavras de J.I. Paker: "somos anões espirituais. Os puritanos, em contraste eram gigantes." Eles eram gigantes porque ao contrário de nós eles não tinham Cristo apenas como Salvador de suas vidas,mas como o seu Verdadeiro Senhor. Hoje é muito fácil dizer que Jesus é o salvador de nossas vidas quero ver dizermos que Ele é o supremo e único Senhor de nossas vidas...quanta hipocrisia de nossa parte!!Que possamos olhar para a história dos puritanos e tê-los como um grupo de cristãos piedosos que serviam a Deus sem reservas e com amor incondicional...para encerrarmos por agora esse pequeno relato sobre os puritanos deixo aqui registrado uma oração feita por um puritano piedoso...UM CLAMOR POR LIBERTAÇÃO...UMA ORAÇÃO PURITANA

PAI CELESTIAL,
Salva-me completamente do pecado.
Sei que não sou justo por minha própria justiça,
 mas almejo e anseio ser semelhante a ti;
Sou teu filho e devo espelhar tua imagem,
Capacita-me a reconhecer minha morte para o pecado;
A estar surdo para os seus apelos, quando ele me tenta.
Livra-me do ataque e do domínio do pecado.
Concede que eu possa andar como Cristo andou,
     viver na novidade de sua vida,
     a vida de amor, a vida de fé,
     a vida de santidade.
Aborreço meu corpo de morte,
 sua indolência, inveja, maldade, orgulho.
Perdoa, e extermina tais vícios,
 tem misericórdia da minha incredulidade,
         do meu coração corrupto e vacilante.
Quando tuas bençãos me sobrevêm, começo a idolatrá-las,
e ponho minha afeição em qualquer objeto querido —
 filhos, amigos, riqueza, honra;
Purifica-me deste adultério e concede-me castidade espiritual;
 lacra meu coração para tudo que não tu mesmo.
O pecado é meu grande mal;
Que tua vitória sobre ele seja clara à minha consciência,
 e visível em minha vida.
Ajuda-me a ser sempre devoto, confiante, obediente, resignado,
      confiando em ti como uma criança em seu pai,
      a amar a ti com alma, corpo, mente, força,
      a amar o meu próximo como a mim mesmo,
      a escapar do temperamento pecaminoso, pensamentos críticos,
palavras difamadoras, maldades, descortezias,
      instrui minha língua e vela à porta dos meus lábios.
Enche-me diariamente com graça,
 para que minha vida seja um mar de água doce.

Que possamos orar dessa forma a partir de hoje.Com essa humildade,sinceridade e espiritualidade!!!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira


Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions,
editado por Arthur Bennett, p.92 

A oração foi extraída do www.monergismo.com (Apenas a oração)

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Então é Natal???

Não existe nenhuma informação na Bíblia sobre a data do nascimento de Jesus. Mesmo em fontes históricas insuspeitas, não há elementos suficientes para que se possa fixar o dia e o mês do nascimento de Cristo.
John Davis declarou que a data de 25 de dezembro para o nascimento de Cristo começou no Séc. IV, sem autoridade que a justificasse.
O Manual Bíblico de Halley confirma o que John Davis afirmou, e diz ainda mais: 'No oriente, era o dia 06 de janeiro. O fato de se agasalharem os pastores com o seu rebanho ao ar livre da primavera ao outono, e não no inverno, sugere que Jesus não podia nascer nesta estação fria.
A Enciclopédia Britânica diz ser inviável a data de 25 de dezembro para o nascimento de Jesus, e também afirma: "As igrejas orientais fixaram-se no dia 6 de janeiro e acusaram os ocidentais por celebrarem o natal no dia 25 de dezembro, mas no fim do 4º século, o dia 25 de dezembro também foi adotado no Oriente."
Alguns estudiosos da Palestina são unânimes em afirmar que o nascimento de Cristo não podia ter sido em 25 de dezembro, pelo fato dos pastores estarem pernoitando no campo com seus rebanhos. Para eles, o nascimento de Cristo foi no mês de abril ou em outubro.
Aproximadamente em 336, o imperador romano Constantino decretou o império romano oficialmente cristão com pequenos focos de resistência de diversas correntes. O império era uma caldeira prestes a explodir, muitos fizeram a comemoração debaixo da opressão do império, muitos morreram neste contexto, como então agradar estas diversas correntes?  Cedendo a todos e fazendo a miscelânea de crenças que temos hoje como natal, agradou-se aos cristãos dizendo que a festa era válida porque Jesus havia nascido nela, e agradava-se aos pagãos dizendo que a festa era permitida. Foi uma questão mais política do que de fé da parte do Imperador. 
Como vemos o Natal é uma data cercada por uma aura mística que não a torna uma festa oficialmente bíblica.
Mas por que data-se o nascimento de Cristo no dia 25 de Dezembro? A festa mitráica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o Natalis Invicti Solis (Nascimento do Vitorioso Sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício de inverno, como a saturnalia de Roma e os cultos solares entre os celtas e germânicos. A idéia central das missas de natal revela claramente essa origem - As noites eram bem longas e frias, pelo que em todos esses ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz. O paganismo insinua que "Maria" foi fecundada pelo "espírito" no dia 24 para 25 de março, de 24 para 25 de dezembro nasceu o que eles chamam de Jesus. Mas essa história tem sua origem na mitologia onde Íris e Osíris (deuses principais do panteão egípcio) tiveram a mesma experiência espiritual. O retrato espiritual é o de um menino que é filho dos deuses, que nasceu em 25 de dezembro, mais este não é o filho de Deus, não é o Jesus bíblico, o Jesus que nós conhecemos. Eles têm Jesus como o deus sol, um absurdo pagão. As antigas civilizações egípcias influenciaram muitas culturas com esta ideologia do deus sol e vários outros deuses que tem paridade com deuses sumérios, gregos, romanos, hindus e nórdicos, a festa acontecia em dezembro, um mês de inverno era a festa pagã mais celebrada. Eles ficavam esperando a chegada do sol e, pelo ritual, no dia 24, no oriente o sol se abriria, e então, poderia haver a celebração porque o deus sol havia se manifestado. Roma adota esta data esperada pelos pagãos, para o nascimento de Jesus; declarou que o natal seria na viração do dia 24 para o dia 25. O imperador Aureliano estabeleceu em 275 que todos os fiéis e não fiéis, obrigatoriamente comemorassem o natal na data que foi estabelecida pelas autoridades romanas, oficializada em 336 pelo imperador Constantino, aquele que declarou o Império como oficialmente cristão.  
A data verdadeira do nascimento de Cristo é desconhecida, mais uma coisa é quase unânime, Jesus nasceu no contexto de uma festa de Sucot (tabernáculos) meados de setembro/ outubro, alguns estudiosos dizem junho/ julho, mais nunca, em nenhuma hipótese em dezembro. Quem conhece Israel sabe que dezembro é um mês de inverno rigoroso naquela região, ninguém ficava exposto ao tempo, em Lucas 2.8 diz que os pastores estavam no campo. Os pastores não ficariam no campo numa noite de inverno, onde as temperaturas são abaixo de zero, no início de novembro os pastores já não vão mais ao campo porque já é declarado o inverno.
Nas palavras do Dr. Shedd acerca do texto de Levítico 23.34:  "Esta primeira descrição da festa dos tabernáculos, versículos 34, 35, nos indica também o primeiro cumprimento no seu significado: é a vinda do Senhor Jesus Cristo para morar entre os homens. Pois Jesus não podia ter nascido em dezembro, que é mês de neve em Jerusalém, durante o qual nenhum rebanho estaria nos campos (Lucas 2.8-11). Que, provavelmente, nasceu na época da Festa dos Tabernáculos, em outubro, pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lc. 1.5-8), por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (I Cr. 24.10). Foi o mês da concepção de João Batista, (Lc. 1.23,24) que nasceu, pois, em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses depois, Lc. 1.26, portanto em plena Festa dos Tabernáculos.”
O nosso verdadeiro natal ocorre em nossas vidas no momento em que o Espírito Santo nos convence da justiça, do juízo e do pecado e dessa forma nos vivificando em Cristo Jesus. O nosso natal é para celebrar a vida verdadeira que pela graça Jesus nos concede estando nós mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1).
Essa deve ser a nossa celebração natalina e não essa festa pagã a qual somos obrigados a engolir por conta de uma cultura depravada e mística que ainda insiste em querer que nos amoldemos a ela, e o pior há muitos que se dizem cristãos que se submetem a essa influência depravada e celebram tal qual essa festa de contexto pagão.
“Se, pois, o Filho do homem vos libertar, verdadeiramente sois livres!” (Jo 8.36)

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!

Soli Deo Gloria!!

Joel da Silva Pereira

terça-feira, dezembro 13, 2011

Prega a Palavra!!!!

 “Prega a Palavra, insta quer seja oportuno, quer não...” (II Tm 4.2), essa assertiva do apóstolo Paulo parece que não ressoa mais nos ouvidos da maioria dos pregadores contemporâneos. O pior é que isso é apenas a ponta desse gignatesco iceberg que hoje existe no meio cristão. Nossa cultura e a igreja quase que em sua maioria não busca mais as verdades fidedignas do evangelho da graça de Cristo, isso vem a confirmar as palavras do apóstolo Paulo: “como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm 10.14c)
Brian Chapell nos diz que, “as riquezas da palavra de Deus não são tesouros privativos de ninguém, e quando compartilhamos esses valores estamos participando de seus mais elevados propósitos.” Contudo, hoje são poucos os que partilham com fidelidade esses tão preciosos tesouros insondáveis. A pregação vem a passos largos sendo deturpada, tolhida e perdendo o seu lugar de destaque e seu real valor. Ao que parece não há mais vida nos púlpitos, pois o cerimonialismo e o experencialismo ocupam o lugar primordial no culto, e são perseguidos pelas pessoas como se fossem a coisa mais preciosa que existe, quando o que deveria ser almejado mais que tudo é a palavra de Deus.
A pregação enfraqueceu muito devido a essa perda de foco. E o mais terrível é que vemos poucos se mobilizando para mudar esse terrível quadro, o que dá origem a uma geração torpe e mimada, que busca apenas a realização dos seus mais egoístas desejos por meio de uma fé torpe gerada por uma pregação depravada da palavra de Deus.
Numa geração mimada com fome insaciável por milagres a pregação perde seu espaço, porque foi inculcado na mente e nos corações das pessoas que a tarefa primordial é curá-las física e psicologicamente, atender a seus caprichos e ambições egoístas para que assim elas se sintam realizadas e felizes, e para uma tristeza ainda maior alguns pregadores estão adequando à pregação da palavra de modo que atendam as expectativas de seus ouvintes, e isso tudo é feito propositalmente. A humanidade está se esquecendo que a infelicidade, a miséria, as enfermidades e tudo mais que a assola, são apenas sintomas da verdadeira doença, a saber, o pecado. O homem é um rebelde aos olhos de Deus e com consequência disso a ira de Deus está sobre ele.
A pregação nos nossos dias além de ter o tempo reduzido também perdeu o foco bíblico, que revela a real condição do homem: “morto em delitos e pecados” (Ef 2.1), ou seja, morto e separado plenamente de Deus (Ef 4.8) e do seu reino. O príncipe deste século cegou o entendimento da humanidade (II Co 4.3a). A humanidade não consegue enxergar e muito menos compreender a verdade de Deus, e ainda mais difícil será se a igreja, como vem acontecendo, esconder-lhe a verdade sobre a situação em que se encontra, usando o tempo precioso do culto para entreter-lhe, massagear o seu já tão inflado ego. Essa pregação deturpada do evangelho que só garante as promessas de Deus, esquece de mostrar o lado duro e seco do evangelho que leva o homem ao mais profundo abismo por conta das lutas e provações que encerram a vida cristã.
Portanto quando atentamos para a real necessidade da humanidade e também a real natureza da salvação revelada na Bíblia, chegamos à conclusão de que a tarefa primordial da igreja é pregar e anunciar a verdade do evangelho da graça de Cristo, expondo a verdadeira necessidade do ser humano e lhe mostrar o único remédio para a sua real e principal enfermidade, o pecado.
A igreja tem a responsabilidade de informar a humanidade da sua real condição e o único meio possível de essa situação pode ser mudada, a saber, Jesus Cristo. Mas, isso só é possível mediante uma pregação expositiva e saudável do evangelho da graça de Cristo, porque só dessa forma a humanidade será levada a perceber pelo o agir gracioso do Santo Espírito de Deus que “nada está bem” como querem que pense os pregadores falsos que deturpam a pregação da palavra expondo a humanidade a um falso senso de segurança e felicidade plena, quando ela está condenada ao inferno. Essa é a triste realidade da humanidade e ela piora ainda mais porque a igreja não tem cumprido com a sua tarefa de denunciar o pecado e anunciar as boas novas de salvação.
Os nossos templos estão inchando cada vez mais por causa da proliferação do joio oriunda da fraca e deturpada pregação da palavra de Deus. Já não há (ao que parece) mais uma preocupação efetiva com aquilo que Deus quer que escutemos através da exposição de sua santa palavra, mas sim com aquilo que os “cristãos” querem ouvir.
Como nos lega o puritano John Lightfoot: “O fundamento da verdadeira Igreja de Deus é a Escritura!”. Com estamos longe dessa verdade.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Sola Scriptura!!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira
Sonaly Soares   

quinta-feira, novembro 24, 2011

Senhor, ensina-nos a orar!!!!

A igreja passa hoje por uma crise mais séria do que pensamos. Além de existir um analfabetismo bíblico enorme, ela está totalmente desprovida de poder do alto. Não existe mais uma intensa vida de oração por parte dos cristãos. Os cultos de oração são os de menor assistência.
A igreja está substituindo a ajuda do alto, vinda dos céus, por intermédio do Espírito Santo a qual só é alcançada por meio da graça de Cristo através da oração dos fiéis pela a auto-ajuda. Algo que é totalmente nocivo à igreja e contrário as Sagradas Escrituras.
Um dos mais belos hinos da história da igreja nos diz: “Preciosas são as horas na presença de Jesus. É nessas horas que a igreja busca o verdadeiro revestimento de poder que vem diretamente de Deus e de seu Santo Espírito, mas isso só é possível quando a igreja se aproxima do trono de Deus em grata e súplice oração (Fp 4.6).
Assistimos ao espetáculo vergonhoso das falsas manifestações de poder que invadem e se alastram de maneira avassaladora no seio da noiva de Cristo. Tudo isso ocorre porque a igreja desaprendeu a caminhar de joelhos. Buscamos o movimento, o barulho, os gritos, a histeria, o frenesi, o tumulto. Estamos buscando a Deus e o seu poder em meio a esse caldeirão religioso e místico que se tornou a igreja. Não oramos mais de maneira piedosa e humilde, como aquele publicano que encontramos nas páginas da Bíblia (Lc 18.13-14). Falta humildade à igreja hoje. Não se pode orar buscando verdadeiramente o poder de Deus se não houver humildade e quebrantamento de espírito.
Sinto vergonha de mim mesmo, quando ao ler livros acerca da vida dos grandes homens e mulheres de Deus, e me deparo com a informação de que todos eles sem exceção eram pessoas que tinham uma intensa vida de oração. Uma vida regrada, sistemática. Eles(as) iniciavam o seu dia indo à presença santa do Mestre buscando força, refúgio, graça, unção e sabedoria para suas vidas para que dessa forma pudessem ser capazes de cumprir a vocação para a qual foram chamados.
A oração na igreja hoje está à míngua. Espanta-me conhecer o fato de que o pastor Jonanthan Edwards dispensava treze horas do seu dia para estar a sós com Deus, em oração e leitura devocional da Bíblia (outra coisa rara em nossos dias), quando nós nos recusamos a ir aos cultos de oração. Um dos fatos mais impactantes da vida de Edwards é o da ocasião do seu famoso sermão Pecadores nas mãos de um Deus irado (vale à pena ler esse sermão). Ele foi escolhido para pregar dentre alguns pastores e na metade da exposição à convicção de pecado se abateu de forma tal sobre a igreja que o pessoal pediu para que ele parasse a exposição porque o inferno estava se abrindo sob os pés dos ouvintes. O que poucos sabiam é que Edwards passara três noites e três dias sem se alimentar e sem dormir em inteira e total comunhão com Deus. Por isso que os efeitos desse tão afamado sermão ecoam até os dias de hoje. Essa é uma genuína demonstração daquilo que nos falta hoje. Uma verdadeira devoção despida de arrogância. Temos a petulância de justificar a nossa falta de oração com os seguintes dizeres: “Eu creio na soberania de Deus!” E desde quando só porque Deus é soberano não devemos nos devotar a uma vida oração? Quando bem sabemos que o próprio Cristo orava (Lc 9.28) e muitas outras passagens bíblicas nos revelam que Cristo se retirava para lugares solitários para orar (Mc 1.35; 6.12), dessa forma fica-nos a indagação: “Se o próprio Cristo ia ao Pai em oração porque nós não o imitamos nessa tão maravilhosa atitude?” E depois, ainda reclamamos que não vemos o agir de Deus em nossas vidas e no seio da igreja. Como poderemos ver tal glorioso agir se nos recusamos a buscar a Deus em oração?
A Bíblia nos mostra algo sublime acerca da oração. Os discípulos já demonstrando uma mudança significativa em suas condutas se aproximaram de Cristo e disseram-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar!” O importante de se observar é que eles não pediram poder para expulsar demônios, fazer “aviãozinho” no meio da sociedade judaica, nem para marchar, nem para derrubar uma multidão com o “sopro de espírito”, nada disso. Eles simplesmente pediram ao Mestre que os ensinasse a orar (Lc 11.1).
O que a igreja pede hoje é o TER, o POSSUIR. Não se preocupa mais com o SER igual ao Mestre em humildade e íntima e profunda comunhão com o Pai. Somos medíocres pedintes em busca de satisfazermos as nossas mesquinhas vontades que estão tão distantes da vontade de Deus.
Os puritanos eram heróis da fé. Homens e mulheres que tinham suas vidas marcadas por uma íntima e santa comunhão, onde buscavam e recebiam de Deus o revestimento de poder tão necessário para se enfrentar esse mundo tenebroso. Não buscamos mais a Deus em oração, pelo menos não em busca de poder espiritual e edificação pessoal, mas o buscamos a procura de bens materiais como se o TER fosse mais importante que o SER.    
Clamemos: “SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR!”
Entremos no Santo dos Santos, pelo sangue do Cordeiro de Deus derramado no madeiro cruento e maldito, com ousadia, temor, humildade e obediência e busquemos urgentemente o poder que vem do alto, que vem do Pai das luzes porque senão de outra forma pereceremos em nosso atual estado de letargia.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!!

Oremos ao Senhor!!!!

Soli Deo Gloria!!!!

Joel da Silva Pereira


  

sábado, novembro 12, 2011

Inconformados!!!!



Paulo, em sua epístola aos romanos nos relata: “Rogo-vos, pois, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.1-2)   Como cumprir essa exortação nos dias de hoje?
Vivemos dias odiosos! A pregação do evangelho é depravada e enganosa. Não pode haver renovações de mentes sem uma pregação genuína do evangelho da graça de Cristo. Esse evangelho que tem sido proclamado das maiorias dos púlpitos não condiz com as Escrituras Sagradas, não contém vida e nem essência! Tendo o homem como centro se distancia mais e mais de Cristo, e apenas produz duas vezes mais filhos do diabo do que verdadeiros filhos de Deus.
Não podemos apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo a um evangelho sem cruz. Um evangelho que prega perdão de pecados sem a necessidade do genuíno arrependimento. Um culto racional só é possível mediante a uma clara e fiel exposição do evangelho da graça de Cristo. Um evangelho onde a conversão se dá por meio de persuasão emotiva e psicológica, por um simples levantar de mão, e a chamada “oração do pecador”, nunca nos levará a um culto racional e muito menos a um sacrifício santo e agradável ao Senhor.
Paulo roga pelas misericórdias do Senhor! Hoje, os pregadores modernos rogam ao emocionalismo barato e vil, que leva o homem a temer o próprio homem por julgar que este tem poder para condená-lo a danação eterna e não por temor ao terrível e grande Deus. E o mais chocante é que por nossa omissão e letargia esse tipo de prática é mais e mais frequente em nossos dias. Pois mesmo vendo esse terrível e enganoso erro nada fazemos, e aceitamos tais práticas. Essa aceitação nos torna tão culpados quanto os que a praticam.
É impressionante a atualidade dos escritos paulinos. É como se o apóstolo estivesse vivenciando a nossa realidade. Por isso, creio que a chave para mudarmos essa tragédia se encontra no verso dois: “E não vos conformeis com este século...” Não podemos ser um bando de “Maria-vai-com-as-outras”. Devemos ser sim, um bando de inconformados que esteja determinado a lutar com todas as forças pela verdade. Lutar por uma pregação autêntica do evangelho da graça de Cristo. Um dos fatores que torna essa luta um trabalho hercúleo, é a teologia atual das igrejas. A teologia deixou de ser bíblica e passou a ser de frases feitas e jargões evangélicos. Até as músicas estão cada vez piores. Uma teologia mutilada, oriunda de más interpretações bíblicas de versos isolados assola terrivelmente a verdadeira igreja do Senhor. E compramos e bebemos fundo dessa teologia torpe agregando-a a nossa pregação e assim o “declare isso ao Senhor igreja!” torna-se obrigatório em nossos cultos.
Como se conformar com essa imundícia? Não podemos nunca nos rendermos  a essa podridão que cresce dia após dia e contamina a noiva do Cordeiro. E o pior é que endeusamos esses hereges. Os trazemos para o meio da igreja. Pregamos suas palavras e não as de Deus. Cantamos suas músicas antropocêntricas e nos distanciamos das Santas Letras. Quão miseráveis nós somos!
Novamente pergunto: “Como cumprir a exortação do apóstolo?” Como se conformar com este século? Posso responder como chegamos a essa miséria espiritual, bíblica e teológica na qual estamos afogados. Estamos com toda certeza, com vergonha do evangelho! Estamos como os insensatos gálatas, e nessa situação  temos que ouvir: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.” (Gl 1.6-7)
Mediante a tudo isso, o inconformismo deve arder em nossos corações. Não podemos nos conformar com este mundo vão. Paulo quer que os seus leitores se transformem pela renovação de suas mentes. Tanto para os cristãos da época como para nós isso só nos é possível por meio da genuína pregação do evangelho da graça de Cristo. Temos que dar um basta nesse evangelho torpe e depravado que ecoam dos púlpitos modernos.
O mesmo inconformismo que levou Lutero a afixar nas portas da catedral de Wittenberg as suas 95 teses há 494 anos, deve arder em nossos corações e eles dever ser semeados com a verdadeira exposição das Sagradas Escrituras.
Nas palavras do saudoso John Stott: “Precisamos, portanto, arrepender-nos desse culto à es­tupidez, bem como de qualquer resquício de antiinte-lectualismo ou de preguiça intelectual que porventura tenhamos alimentado. Estas coisas são negativas, limi­tadoras e destrutivas. Elas insultam a Deus, nos empobre­cem e enfraquecem nosso testemunho. O uso responsável de nossas mentes, por outro lado, glorifica a Deus, nos enriquece e fortalece nosso testemunho no mundo.” (Ouça o Espírito,ouça o mundo)
Prestamos um culto à estupidez ao nos conformarmos com este século depravado, e dessa forma nunca experimentaremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus!

Que Deus tenha misericórida de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

sábado, outubro 29, 2011

“Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est!!”

A idade média foi o tempo da ascensão da igreja e da decadência da espiritualidade. A igreja romana se considerava a dona do mundo, a representante única e exclusiva de Deus. Todavia, ele tinha poder político e econômico, porém era totalmente desprovida de poder espiritual (será que é diferente hoje não só com a igreja romana, mas com muitas das igrejas tidas como cristãs?).
Tendo tamanho poder, a igreja mantinha os seus fiéis no analfabetismo e na mais profunda ignorância acerca das Escrituras Sagradas. Assim, a religião estava sobre a égide de Roma. Ela detinha o poder da administração da salvação, chegando a afirmar que fora dela (e não de Cristo) não havia salvação. Através dos sacramentos e da venda de indulgências, os fiéis eram enganados e compravam a absolvição dos seus pecados a peso de ouro, e em troca recebiam a bula papal que lhes garantiam o tão desejado perdão, algo totalmente contrário ao ensino da Escrituras.
A realidade do século XVI relatada pela história não é tão diferente da que vivenciamos hoje. Os dogmas, desvios doutrinários e indulgências ainda estão assolando o mundo e o pior com máscaras de cristandade. São as igrejas tidas como “cristãs” que estão resgatando essa imundície e a travestindo com uma capa de cristandade e assim enganando a muitos. Essa imundície assola o meio cristão e deturpa a sã doutrina!
Porém, o que foi a tão afamada Reforma Protestante do século XVI? Inúmeras pessoas pensam que reformar significa inovar, abrindo caminho à criatividade doutrinária, metodológica e cúltica. Para outras pessoas reforma implica em inovações, agregando a igreja uma teologia contextualizada, que responda aos desejos do povo. Contudo, isso foi a tese do liberalismo teológico do século XIX, que tinha o homem como o centro de tudo, ensino mais do que distante do protestantismo cristocêntrico (esse ensino antropocêntrico está em moda hoje!).
Ao voltarmos os nossos olhos para o movimento da reforma do século XVI, não vemos essas inovações. Contemplamos a imensa e desgastante luta do Dr. Martinho Lutero em combater exclusivamente esse tipo de inovações que implicavam na disseminação dos mais absurdos ensinos heréticos no seio da igreja cristã de então.   
Lutero entendeu que reformar não implicava em inovar a teologia ou a liturgia, mas sim, em restauração. Uma restauração e uma redescoberta daquilo a muito perdido durante a era das trevas, quando as Escrituras deixaram de ser o alicerce doutrinário da igreja, sendo substituída pelas tradições resultantes dos concílios. Dessa forma, a reforma protestante não se caracterizou como um movimento inovador, mas de restauração. Um retorno às origens, uma volta às Escrituras Sagradas (precisamos urgente desse retorno novamente hoje!).
Um dos tesouros descobertos pela reforma foi a “Sola Scriptura”, que era, e é, um retorno exclusivo às Escrituras Sagradas e a ela somente, ou seja, um reconhecimento pleno da supremacia da Palavra de Deus. O propósito era a pregação e a exposição da santa palavra de Deus, ensinada, lida e vivida como a regra única de fé e prática, como único fundamento que deve ser o fiel da balança em todas as decisões.
É assustador perceber hoje, as pessoas buscando inovações e novidades, baseadas em movimentos carismáticos, pentecostais e neo-pentecostais, importados de outros países, que nada mais são do que fogo de palha e invenções de homens que se dizem arautos de uma nova revelação de Deus, mas que de Deus e de sua palavra nada têm.
É necessário reformar, e este era o lema do grande mestre francês João Calvino: “Igreja reformada, sempre se reformando”, todavia, é muito importante entender que tal reforma não é inovação, modernização do conteúdo da fé, mas sim a restauração da compreensão desse conteúdo. Dessa maneira, a questão não se impõe com novos métodos, mas sim, com o velho método, que implica numa volta à palavra de Deus, para extrair dela o que ela realmente ensina. A Palavra de Deus é a referência. Contudo, vivemos uma crise espiritual avassaladora que nos tem levado a um total abandono da nossa tão cara herança teológica reformada.
Quando em nossas mentes surge a data 31/10, somos automaticamente levados a pensar no dia das bruxas. Tudo isso porque estamos imersos num tremendo analfabetismo histórico e acima de tudo bíblico que grassa os arraiais cristãos atualmente. É como uma doença que corrói a igreja. Um tumor maligno que deve ser extirpado o quanto antes. Assim, a igreja deixa de ser sal e luz. Em vez de a igreja abalar e transformar o mundo, é o mundo que está abalando a igreja. Algo que é contrário a vontade de Deus. Deus quer que sejamos cristãos que reflitam uma fé inabalável Nele, uma confiança que nos torna capazes de encararmos a vida religiosa moderna em toda a sua realidade e complexidade, e a permanecermos fiéis apesar de todas as agruras que ela nos propiciará
Estamos precisando, e o quanto antes, de uma nova reforma!!!
E não pense que Deus levantará Lutero do túmulo para promover tal reforma. Cabe a nós buscarmos e proclamarmos essa reforma!! 

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

“Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est!!”

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira
                 

sábado, outubro 15, 2011

Arrependimento!!!

Arthur W. Pink disse: O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.”
A pessoa não regenerada, que não nasceu de novo, não tem conhecimento do que seja um arrependimento bíblico e muito menos como produzir um genuíno arrependimento! Arrependimento é o dom de Deus (At 5.31; 11.18; II Tm 2.25). É a graça do arrependimento que faz com que os verdadeiros cristãos a prosseguirem por meio de suas falhas, fraquezas e pecados.
O arrependimento é a porta para a santidade. É o guardião que conserva os cristãos genuínos na santidade.
O arrependimento genuíno age conservando os cristãos verdadeiros numa sincera atitude de auto-humilhação, algo que é fruto de sentir com todo seu ser a majestade e a santidade de Deus, levando  assim o cristão autêntico a um reconhecimento do quão distante da glória de Deus ficam, até mesmo as suas melhores obrigações. O genuíno arrependimento é uma graça,assim como a fé, graciosamente comunicada a nós por Deus por amor a Cristo, tanto quanto um dever nos é imposta
Um dos gigantes puritanos, William Perkins enfatizou que o arrependimento evangélico genuíno refina a alma e preserva o verdadeiro cristão (o eleito) a viver totalmente para Deus e a odiar o pecado mais do que a morte. Aqueles que não conseguem perceber a graciosa doçura, a real necessidade e a imensa utilidade do genuíno arrependimento nunca souberam e nem sabem o que é andar plenamente e verdadeiramente com Deus. 
O Dr, Joel Beeke nos diz que, “a tristeza evangélica verdadeira deve, portanto, fluir da convicção interior de haver ‘ofendido ao tão misericordioso Deus e Pai amoroso’ e deve produzir uma mudança total de coração para com Deus, ‘da mente e do homem todo, de afeição, de vida e de linguagem. ’” Os que não conseguem provar nenhum consolo espiritual na tristeza que provém dessa graça do arrependimento supõem que arrependimento tem a ver com a lei e o medo do juízo, não acharão facilidade alguma viver na constante prática do arrependimento todos os dias de suas vidas.
Arrependimento genuíno é carregar a cruz, é negar-se a si mesmo, é uma renúncia total, despindo-se assim do velho homem (Cl 3.9), crucificando a carne com suas concupiscências (Gl 5.24). O cristão genuíno é alguém que verdadeiramente morreu para o pecado e ressuscitou para uma nova vida com Cristo. O arrependimento está radicado numa genuína visão de Deus.
Nas palavras de Arthur Pink: “O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13).
O príncipe dos puritanos, John Owen disse que, “a santidade bíblica requer obediência constante, habitual em todos os deveres e proíbe qualquer pessoa de ter desejos impuros da mente ou da carne.” Dessa forma nos cabe “aperfeiçoar a santidade no temor de Deus” (II Co 7.1). Não se pode fazer nenhuma provisão pra que a carne satisfaça suas cobiças (Rm 13.14). É esse o efeito provocado pelo genuíno arrependimento na vida do verdadeiro cristão.
 Arthur W. Pink disse que: “Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.
Que tenhamos em mente que o evangelho de Cristo providencia alívio misericordioso e perdão por aqueles pecados diários que nos vencem por causa de nossa fraqueza (I Pe 4.1,2), Todavia, não permite que pecado algum seja poupado, nutrido e amado. Uma vida habitual de pecado é plenamente contrária com a obediência bíblica (I Jo 3.6-9).
Que seja a nossa atitude semelhante ao do publicano que orava arrependido verdadeiramente e clamava: “Sê propício a mim, eu miserável pecador!” (Lc 18.13)

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Glória!!!!!

Joel da Silva Pereira

sábado, outubro 08, 2011

Sede Santos!!!!

O príncipe dos puritanos, John Owen, disse: “A santidade bíblica requer contínua batalha espiritual para que seja mantida. O diabo, a carne e o mundo lutarão para nos afastar da verdadeira santidade do evangelho para algo inferior, mas inaceitável a Deus.”
A Bíblia nos ensina que devemos resistir ao diabo (I Pe 5.8-9), para tal resistência nos é necessário envergarmos  toda a armadura de Deus (Ef 6.12-13). Também somos ordenados a renunciarmos, fugir, abster-nos das paixões carnais que guerreiam contra a alma (I Pe 2.11). E nos compete não amarmos o mundo e o que nele há (I Jo 2.15). Todavia nos importa vencer o mundo por meio da nossa fé, a fé salvifíca que crê que Jesus é o Filho do Deus Vivo (I Jo 5.4-5).
O Senhor não aceitará o desempenho apático, desprovido de ânimo de alguns deveres com a abstinência de alguns pecados. John Owen nos diz: “Crucificar o pecado, mortificar paixões irrestritas, resistir ao diabo, fugir dos apetites carnais e não amar o mundo são obrigações bíblicas que devemos manter enquanto vivermos neste mundo.”
Da mesma forma que o povo de Israel foi desanimado e desencorajado pelo relato dos espias quando cruzaram pela primeira vez as fronteiras de Canaã, assim uma grande quantidade de pessoas que, não estão longe do Reino de Deus, são desencorajadas e desanimadas ao tomarem consciência de que esta batalha espiritual perdurará até o fim da vida (Nm 13.32; Mc 12.34). Se não estão vigilantes, não se cuidam, deparam-se com os gigantes espirituais, contudo não contemplam o poder e a graça de Cristo. Só os que realmente nasceram de novo, os eleitos, entrarão no Reino de Deus e combaterão até o fim.
Existem pessoas que procuram entrar no Reino de Deus sem que tenham sido regeneradas, e dessa forma lhes faltam forças espirituais para lutar contra os opositores da santidade. Acham-se capazes de vencerem apenas pela força da carne.
Todavia a carne (o velho homem não regenerado) logo se cansa. As pessoas dão desculpas por não perseverarem em algumas obrigações. A carne recebe exorbitante apoio da mente carnal, uma mente não espiritual, não regenerada. Uma mente que não nasceu de novo. Dessa forma, obrigações atrás de outras são omitidas, e finalmente totalmente esquecidas. A obrigação de conservar o corpo submisso é negligenciado (I Co 9.27).
Os cristãos verdadeiros, os eleitos, ficam humilhados por terem se afastado da obrigação assim, e por sua vez pela graça de Cristo se arrependem e confessam seus pecados e retornam à diligência de antes (Sl 119.176). Contudo, os hipócritas não dão a mínima por estarem se afastando das obrigações bíblicas, uma vez que não foram regeneradas, e conseqüentemente não são cristãos autênticos.
O pecado que ainda habita no homem está em constante combate contra a santidade e muitas vezes a subjuga. O pecado alcança êxito em deteriorar a mente com suas súplicas intensas e contínuas pelo seu antigo domínio. O hipócrita (o não regenerado) com o passar do tempo se firma no pecado que habita nele, por outro lado o verdadeiro cristão se firma na promessa de que o pecado não mais o domina (Rm 6.14).
O ímpio não conhece o meio correto de se achegar a Cristo a fim de ter a graça e a ajuda do Santo Espírito para conduzí-lo e preservá-lo num estado de santidade bíblica. Assim, ele tem que combater com suas próprias forças e se satisfazer com a falsa santidade que a carne é capaz de produzir. Porém, o cristão genuíno não encontra gozo em uma santidade que pode ser produzida e existir sem Cristo e o Espírito Santo. Ele é consciente de que sem Cristo nada pode fazer (Jo 15.5) e muito menos produzir uma santidade no mesmo padrão que o evangelho requer de um cristão autêntico.
Da mesma maneira que a ignorância da justiça de Cristo é o motivo pelo qual muitos andam por aí tentando estabelecer seu próprio padrão de justiça, de igual modo a ignorância sobre como saber viver contínua e constantemente pela graça e poder de Jesus Cristo é o motivo pelo qual muitos se voltam para um padrão inferior de santidade, que não é santidade nenhuma.
Nas palavras de A. W. Tozer: “Santos sem santidade são a tragédia do cristianismo!”
Encerro esse artigo com a exortação do apóstolo Pedro: “Sede santos porque eu sou santo!” (I Pe 1.16)

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!!!!

Joel da Silva Pereira

quarta-feira, setembro 28, 2011

Marcas de Valor!!!!

O grupo Logos em uma de suas mais lindas canções, chamada Marcas de Valor, nos diz o seguinte: “Causa surpresa para muitos hoje em dia, Rever histórias que o tempo não levou Como os discípulos deixaram suas redes, O seu pão, a sua Vida e seguiram a Jesus, E muitos deles, certamente a maioria, Não tiveram vida boa, mas trocaram por melhor: Andaram perto do Senhor, Viram milagres de amor, deixaram marcas...” Ouvindo e meditando na letra dessa canção me pergunto: quais são as marcas que a nossa geração está deixando? Os discípulos renunciaram a tudo por amor a Jesus. Deixaram tudo por uma vida não muito fácil. Uma vida de privação! Uma vida e piedade, onde a única coisa que importava era o amor a Cristo. Renúncia é uma palavra que está sumida do vocabulário cristão atualmente! Com o advento de toda sorte de ventos de doutrinas, a vida de piedade e renúncia ensinada por Cristo e que sempre foi a marca principal do ministério dos apóstolos é cada vez mais escanteada e menos ensinada, ou seja, uma vida de piedade é algo em extinção!
Contudo, não precisamos voltar os olhos para a Bíblia para ver e entender a quão horrenda é a nossa falta de compromisso com o que nos foi legado. Onde estão os ensinos dos reformadores e dos pais da igreja. Os princípios da reforma defendidos com amor e devoção por Lutero e por tantos outros que vieram após ele. O que foi feito do legado de Calvino e dos puritanos ingleses que lutaram pela fé cristã com fervor, amor e com o seu próprio sangue? J. I. Packer fazendo uma comparação entre os cristãos atuais e os puritanos, escreveu: “Os Puritanos exemplificavam a maturidade; nós não. Somos anões espirituais. Os Puritanos em contraste,... eram gigantes.” Por isso que na continuação da letra da música que já citamos o Logos diz: “Iguais a eles são bem poucos hoje em dia Que andam realmente perto do Senhor Que, já libertos de seus vícios e pecados, vivem como perdoados Propagando a salvação São tais pessoas que são Fortes, sendo fracas E, por isso, deixam marcas para outros como eu...” Os apóstolos, os pais da igreja, os reformadores e os puritanos ingleses se enquadram nessa descrição da música, ou seja, são poucos mesmo que vivem perto do Senhor hoje em dia. A liberdade que Cristo nos oferece nos torna herdeiros de um legado maravilhoso, mas que estamos renunciando a este tão honroso legado em nome do nosso egoísmo e de nossa apatia. Não queremos sair da nossa zona de conforto para fazermos algo que não nos traga reconhecimento, mas eu me pergunto se assim não agirmos que legado deixaremos para os de nossa geração? Um legado de negligência, de desamor e de falta de compromisso com Deus e com a sua palavra!
Não podemos fechar os nossos olhos para as marcas de valor deixadas por Cristo, pelos seus discípulos, pelos pais da igreja, pelos reformadores e puritanos e por tantos outros que nos deixaram para que as seguíssemos ou estaremos assim jogando fora toda a nossa herança cristã. Negando a Cristo diante dos homens e com isso enlameando o bom evangelho da graça de Cristo. Nossa atitude tem que ser completamente oposta a essa. Temos que ter a atitude descrita na tão citada música: “Quero pisar sobre estas marcas de valor, Pagar o preço de alguém que se dispôs também A atender a mesma voz que hoje chama e diz: "Segue-me!” Contudo, será que em meio a esse conformismo letárgico no qual estamos mergulhados Deus encontrará corações que a exemplo dos apóstolos deixarão tudo para o seguirem? Será que estaremos dispotos a ir por onde quer que Cristo que nos envie? Será que estaremos dispostos a morrermos pelo legado que nos foi confiado a exemplo de Estêvão que foi apedrejado, de Pedro que foi decapitado e crucificado de ponta cabeça, de Tomé que foi esquartejado, teremos fé para tanto?
Citando uma vez mais a música do Logos, meu desejo e que façamos dela nossa oração para que acordemos e assim possamos entender a importância das marcas deixadas por Jesus e por todos que o seguiram e deram suas vidas por amor a Ele. Eis o que diz a letra da música: “E não importa o que eu tenha que deixar, Quero levar comigo minha tão pequena fé pra repartir por onde Deus me permitir andar Seu amor...
Que seja essa a oração dos nossos corações!! Que estejamos dispostos pela graça de Cristo a sairmos dessa apatia generalizada que se abateu sobre nossas igrejas!! Quais serão as marcas de valor que deixaremos para que a nossa geração saiba que erámos um povo de propriedade exclusiva de Deus, uma geração eleita, uma nação santa? Porque se assim não procedermos seremos aquele sal que pra nada serve, exceto ser jogado fora e ser pisado pelos homens!!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude!!!

Soli Deo Gloria!!!

Joel da Silva Pereira

Obs. O título desse artigo deriva da música do Grupo Logos de mesmo título!!!

sábado, setembro 17, 2011

Ponto de Partida!!!!

“As forças já me estão faltando para prosseguir e o meu caminho, mais dificil fica cada vez! O que eu achava que podia já não é o bastante...” Esse trecho da canção Ponto de Partida do Grupo Logos, nos fala muito acerca da nossa caminhada na vida cristã. Não somos invencíveis como nos julgamos ou como muitos nos julgam. Somos humanos e fracos, e passíveis de todas as formas de erros. Isso me faz lembrar a passagem bíblica do fariseu e do publicano que subiram ao templo para orar. Somos semelhantes àquele fariseu que em seu orgulho se sentia numa posição melhor que a do publicano. Contudo, quando as agruras dessa vida nos afligem, perdemos muitas vezes o rumo e nos encontramos numa situação para a qual não conseguimos achar uma saída que nos faça retomar o rumo e assim darmos prosseguimento a nossas vidas. Mas tudo isso ocorre porque a nossa confiança está depositada em nós mesmos e não Naquele que é o Autor e Consumador da nossa fé. Por isso que somos semelhantes ao fariseu orgulhoso e arrogante que se vale de seus próprios méritos para se apresentar diante de Deus como sendo merecedor de suas dadivosas bênçãos. Puro e tolo engano.
As agruras da vida não nos mandam sinais, scraps, sms ou publicam em nossos murais o dia e à hora em que baterão contra nós para nos afligir e nos mostrar quão frágeis e humanos nós somos. É nessa hora que as forças nos faltam e o nosso coração se mostra enganoso. Outro trecho da música supracitada nos diz o seguinte: “Sentindo o poder, fugindo-lhe por entre os dedos... não conseguindo mais guardar segredos... seu coração precisa de Jesus!” Isso nos coloca na situação que citamos acima. As agruras nos fazem, ou melhor, revela a nossa fragilidade real, nos mostrando que não é pela nossa própria força ou pelos nossos méritos que conseguiremos superar as adversidades que nos assolam, ou como dizemos que nos aperreiam.  Nessa hora, o nosso espírito farisaico se mostra inútil ante as adversidades, e assim pensamos: “estamos perdendo rumo, não sabemos onde nem como vamos parar!” Não há mais saída! Não tem mais jeito! Essa situação é sem solução! Pobres pecadores nós somos! Onde está àquela arrogância que nos fazia bater em nossos peitos e nos proclamarmos merecedores das benesses de Deus? O que o nosso orgulho pode fazer diante das adversidades da vida? Se Deus não intervier com sua soberana graça, o que nós fracos humanos podemos fazer em nossa débil força?
Em meio a essas agruras que nos afligem a ponto de nos fazer enfermar nos encontramos com uma pergunta que também está na letra da música tão já mencionada: “Será que vale a pena ainda prosseguir? Será que acharei pra vida ainda uma saída, que me coloque em ponto de partida, na direção pra que eu ache a paz?” Quando tudo em nossa vida está ao contrário, quando as feridas ao invés de cicatrizarem parecem doer ainda mais é nesse momento onde a nossa consciência nos mostra que o nosso enganoso e podre orgulho para nada serve, e que se não for o agir da graça soberana de Deus sucumbiremos ante as agruras da vida! Em meio a toda essa correnteza de situações adversas na qual somos arrastados nos esqueçemos que Alguém nos observa, olha, acompanha e tudo vê! Esse Alguém não é outro senão Jesus, o Cristo de Deus, e como nos diz à música que tão exaustivamente citamos: “é certo que o Senhor já sabe onde você está, é claro que Ele é poderoso para salva-lo sim! Por isso pare agora mesmo, antes que a vida acabe... enquanto sabe que a esperança existe, peça a Jesus que lhe estenda a mão!
Cristo sabe muito bem onde estamos e o que está acontecendo em nossas pobres e frágeis vidas. O controle de todas as coisas a Ele pertence! Nada foge ao seu controle! E saber disso, deveria ser suficiente para nos alegrar o coração mesmo em meio às dolorosas agruras de nossas vidas. Deveria retumbar em nossos corações as palavras de Paulo em sua segunda epístola aos coríntios: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos preplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” (II Coríntios 4.8-9) Em meios a esse mar revolto nos esqueçemos de olhar para Deus e para a sua rica e santa palavra, que nos aconselha e nos guia em todas as áreas de nossas vidas. Diante disso tudo o nosso espírito farisaico tomba ante a soberania de Deus e o que deve brotar em nossos corações é a atitude humilde e sem máscaras daquele publicano miserável que se humilhava diante de Deus sem sequer ao menos ser digno de levantar os olhos para o firmamento, por temor e tremor de Deus! As adversidades, tribulações, perseguições, agruras ou qualquer outra nomenclatura que usemos serão constantes na vida cristã, pois, como nos diz as santas Letras: “... os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (II Timóteo 3.12) Mas, é aí que reside toda a diferença, a saber, que uma vez que vivemos em Cristo, Ele estará conosco em todo o tempo, todos os dias até o fim dos séculos, ou seja, sendo sabedores dessa verdade absoluta poderemos clamar a Ele com a certeza de que Ele nos ouvirá e se lhe aprouver Ele intervirá em nosso favor! E como nos diz a música mais do que repetida ao longo desse artigo: “será que vale mesmo a pena ainda então pedir? é claro, só assim a vida tem uma saída! é desse modo que se enfrenta a lida! é desse jeito que se acha a paz!” Enfrentamos a vida e, por conseguinte a lida confiando unicamente em Jesus em todo o tempo!! Que possamos nos lembrar das palavras do nosso Mestre: “Tende bom ânimo!” (João 16.33).
Que Deus nos abençoe!!!

Soli Deo Gloria!!!

                                                                                          Joel da Silva Pereira

Obs. O título desse artigo foi inspirado na música de mesmo nome do Grupo Logos!!

quinta-feira, setembro 08, 2011

Tome a Cruz!!!!



 Nosso Salvador deixou bem claro a sua exigência, ao ordenar explicitamente o negar-se a si mesmo. Depois, Ele enfatizou novamente o seu argumento, utilizando uma ilustração vívida do negar-se a si mesmo — uma ilustração que Ele selaria, em breve, com o seu sangue: “A si mesmo se negue... tome a sua cruz” (Lc 9.23). Seis vezes, nos evangelhos, nosso grande Profeta recomendou aos seus discípulos o tomar a cruz. Essa era uma das ilustrações favoritas de Jesus a respeito do negar-se a si mesmo. Em outras ocasiões, Ele falou sobre vender tudo ou perder a própria vida.
A noção de ser um verdadeiro discípulo hoje foi plenamente deturpada pelas teologias modernas que tornam o evangelho algo fácil e a vida cristã um mar de rosas. As heresias, pregadas e ensinadas pelos defensores dessas teologias do evangelho fácil e sem temor e respeito para com a palavra de Deus, têm deturpado o senso de realidade do que significa ser realmente um discípulo de Jesus. O próprio Jesus disse que o verdadeiro discípulo deveria tomar a sua cruz e seguí-lo sem questionamentos posteriores, apenas uma obediência inquestionável! Mas, como poderão surgir verdadeiros discípulos de Cristo se estão tirando a cruz do centro da vida cristã?
“Cruz” é uma palavra que de início traz à mente o quadro de nosso Senhor no Calvário. Pensamos sobre Ele derramando seu sangue, enquanto pregado em um instrumento destinado a infligir uma morte agonizante. Talvez possamos expandir a idéia de tomar a cruz ao pensarmos sobre Estêvão, que foi apedrejado até à morte, ou sobre Pedro e João, que foram açoitados e presos, ou sobre qualquer outro mártir, através dos séculos. À luz desses sofrimentos físicos corajosos, o crente que desfruta de quietude pode dizer: “Não tenho qualquer cruz para levar”. Talvez esta exigência de Cristo alarme a sua consciência, enquanto você a lê freqüentemente nas Escrituras.
Alguns que chamam a si mesmos de “crentes” e até mesmo de “discípulos” nunca tomaram realmente a sua cruz. Ignorando a experiência da auto-execução, da auto- renúncia, eles são necessariamente estranhos para Cristo. O próprio Senhor Jesus tencionava que sua exigência alarmasse profundamente tais pessoas. Se esta é a sua condição, não haverá qualquer alívio para a consciência, exceto por meio do tomar a sua cruz e seguir a Jesus.
No entanto, outros são verdadeiros servos e dessa forma discípulos de Cristo, porém, sentem desânimo por entenderem de modo errado a exigência de nosso Senhor. É possível tomar a cruz e não o saber. Uma análise cuidadosa do significado das palavras de nosso Senhor será um encorajamento.
O Grupo Logos em uma de suas lindas canções nos diz o seguinte:

Tome a cruz, a Bíblia diz, Se você quer de Cristo ser
Servo útil, preparado, tome a cruz, Eis o mandado!
Tomar a cruz não é carregar
 Um peso, um fardo ou uma enfermidade que chegar
Mesmo que chegar
Tome e a cruz. Tomar a cruz é testemunhar,
mesmo que o mundo inteiro venha contestar

Ser discípulo é negar-se a si mesmo todos os dias, e assim colocar a vontade de Deus acima da sua em todos os aspectos da vida, aprendendo dessa forma a cada dia a depender da imerecida graça do Senhor. Contudo, os pregadores das teologias que tornam o evangelho fácil e sem cruz e que descortina uma vida que pode ser comparada a um mar de rosas e dessa forma deturpam as palavras de Jesus: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16.33b) As aflições fazem parte da vida de um verdadeiro discípulo do Senhor, como Paulo nos ensina em II Tm 3.12: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos.” O verdadeiro discípulo que quer viver uma vida piedosa com Cristo deve estar preparado para enfrentar perseguições. Esses dois versos derrubam esses ventos de doutrinas que defendem uma vida cristã fácil e confortável sendo que a verdade é totalmente o contrário!
Conforme já sugerimos, a cruz é dolorosa. A palavra “cruz” perde todo o significado, se removermos o terrível sofrimento. Nosso Senhor suportou as dores mais cruéis já infligidas a um homem. Temos de reconhecer que a cruz representava dores internas, bem como dores externas. Para o nosso perfeito Senhor, a tortura íntima resultante da cruz foi maior do que a tortura exterior.
Hebreus 12.2 nos ensina que Jesus “suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia”. A ignomínia era muito mais dolorosa à sublime dignidade dEle do que o eram os cravos e o sangue vertendo de seu corpo. Alguns têm falhado em avaliar o que a cruz era para Jesus: a vergonha de ser feito pecado, diante do Pai, e a ignomínia de ser julgado por um Deus justo, diante de seus inimigos. A vergonha de se identificar abertamente com as sujas transgressões dos ímpios, diante dos homens, dos anjos e de Deus, feriu profundamente a alma sensível de nosso Senhor. Os que se envergonham da cruz de Cristo não são discípulos de Jesus, e devem repensar suas posições diante de Deus!
Que o Senhor Deus nos ajude a entendermos o que significa ser verdadeiramente um discípulo! E que isso seja logo, pois quanto mais nos demorarmos a chegar nesse entendimento mais o mundo se afundará nas densas trevas do pecado!O verdadeiro discípulo de Cristo é sal da terra e luz do mundo e entende que a cruz pode ser vista em todas as áreas da vida cristã. Nosso Senhor não estava falando com hipérbole, quando colocou diante de nós uma cruz diária. Virar as costas para a cruz significa retornar ao caminho largo que conduz à perdição! Que Deus nos ajude!!

Soli Deo Gloria!!!

                                                                                   Joel da Silva Pereira